Resenha | Super Drags – 1ª Temporada (Original Netflix)

A Netflix esse ano está destruidora mesmo! Desde seu anuncio sobre Super Drags para a plataforma de streaming, muito foi falado como as crianças iriam reagir a isso e que os pais deveriam achar absurdo – sendo que sempre foi falado que a série seria +18 e até ensinando como colocar senha para os menores de idade em casa. As heroínas drags chegaram com todo o poder do seu highlight mostrando que podem salvar o mundo atual.

Dos criadores, Anderson MahanskiFernando Mendonça e Paulo Lescaut, acompanhamos os personagens Donizete, Patrick e Ralph, que quando precisam salvar o mundo se transformam em Scarlet Carmesin, Lemon Chifon e Safira Cyan, pronta para proteger a comunidade LGBTQ+. Desde seu trailer de divulgação entendemos um pouco como a série vai caminhar, e mesmo que seja de humor, sempre se deve tomar cuidado quando falamos de uma comunidade tão grande e que merece respeito – e os criadores sabem bem disso, mas que acabam talvez passando um pouco do ponto.

Com piadas politicamente incorretas, piadas de teor sexual – algumas até sendo bem pesadas e sem necessidade – e estereotipando algumas situações. Mas devemos deixar o mi mi mi um pouco de lado e abraçar algumas vezes o humor, já que ele pode fazer muito bem e não ofende ninguém. Temos a zoeira com a sociedade brasileira, algumas piadas ótimas com a comunidade LGBT e também muita, mas muita, representatividade. Já pelo primeiro episódio entendemos o motivo deles sempre avisarem que não é uma série para as crianças. Com seu jeito diferente de mostrar certos momentos, com gírias e até mesmo palavrão, tudo fica mais engraçado. Closes bizarros e cenas muitas vezes engraçadas, temos que assistir com a mente aberta e aproveitar.

A série possui apenas cinco episódios, não tornando a história cansativa e podendo tocar em assuntos muito importantes, como o caso da “cura gay” que muitos insistem ser uma solução – um dos grandes absurdos da sociedade. Vemos como as religiões extremistas acabam não dando chance para as diferenças, achando necessário a tal “família tradicional brasileira”.

As referencias são as melhores coisas da série. Temos uma semelhança óbvia com As Meninas Superpoderosas, Sailor Moon e Três Espiãs Demais – sem esquecer uma surpresa que deixaremos para as pessoas se surpreenderem ao assistir, sem estragar nada. A personalidade das personagens é ótima, principalmente a de Scarlet, onde brinca sempre com sua cor e outras questões. E sem esquecer das vozes surpresas como a de Pablo Vittar, como a maior cantora pop do mundo, a Goldiva. Silvetty Montilla como Vedete Champagne, sendo o Charlie das heroínas, onde repassa as missões e ainda Sylvia Salustti como a repórter que está sempre transmitindo os bafos das noticias.

No final das contas, Super Drags, mesmo com alguns probleminhas, é ótima para assistir. Você tem todos os elementos de humor e referencias possíveis, que nos deixaram felizes nesses cinco episódios. Mas lembrem-se, apenas para maiores de 18 anos e não digam que a gente ou a Netflix não avisou!