National Geogaphic revela as ameaças aos últimos povos indígenas isolados do planeta

Garimpeiros, fazendeiros e madeireiros são os inimigos declarados dos últimos povos indígenas isolados da Amazônia brasileira. Na edição de outubro, a National Geographic traz em sua capa a emocionante luta pela sobrevivência das tribos que, em pleno século 21, permanecem isoladas da sociedade e da vida moderna.

A floresta onde eles vivem há séculos corre perigo. No Maranhão, para se protegerem do desmatamento ilegal, 100 voluntários indígenas, que se intitulam Guardiões da Floresta, trabalham com um foco: evitar a extração ilegal de madeira que está dizimando áreas protegidas no leste da Amazônia. Além da flora devastada, animais selvagens, que há muito tempo sustentam a cultura de caça da tribo Guajajara, estão desaparecendo da região. A National Geographic conheceu e acompanhou de perto a rotina do grupo.

Os riscos certamente são grandes, mas os guajajaras adotaram estratégias de sobrevivência eficazes desde os seus primeiros contatos sangrentos com forasteiros, há séculos atrás. Bem piores são as agruras de outra tribo, com a qual eles dividem a reserva Arariboia: a Awá, um povo isolado ou não contatado que vive na parte mais oriental da Amazônia. Vários bandos de nômades awás vagueiam pelas matas no centro do território, em fuga quase constante dos chiados de molinetes e motosserras. Na estação seca, o perigo é outro, as queimadas.

Por toda a Bacia Amazônica crescem as ameaças à segurança das estimadas 50 a 100 tribos isoladas e não contatadas – talvez, 5 mil pessoas no total. Esses grupos constituem a maioria das tribos isoladas remanescentes no mundo.

A edição de outubro da National Geographic chega às bancas a partir de 24 de outubro.