Resenha | Objetos Cortantes – 1ª temporada

A HBO é uma das emissoras que podemos classificar como “dedo de ouro”, acertando sempre nas produções e quais adaptar para a televisão. Temos os sucessos com Westworld, Game of Thrones, Sr. Ávila e agora eles brilharam novamente com uma das melhores séries do ano – em minha humilde opinião – Objetos Cortantes (Sharp Objects).

Objetos Cortantes – uma adaptação da obra de Gillian Flynn (Garota Exemplar) – conta a história d e Camille Preaker (Amy Adams), uma jornalista que precisa retornar a sua pequena cidade natal, Wind Gap para fazer a cobertura de um caso que envolve a morte de duas adolescentes. Ao retornar precisa lidar com coisas de seu passado, sua mãe Adora Crellin (Patricia Clarkson), a meia irmã que mal conhece, Amma (Eliza Scanlen), e o padrasto Alan (Henry Czerny).

A história tem uma trama super envolvente e dinâmica, que nos faz querer saber a cada episódio mais sobre o passado de Camille e quem pode ser o misteriosos assassino que está rondando a cidade de Wind Gap. A série parece um grande filme, não só pela sua forma de filmagem, mas por se tratar de uma produção HBO, o caminhar da carruagem não deixa a história cansativa e muito bem detalhada sem ficar toda hora batendo na mesma tecla – principalmente pelo fato da série conter apenas oito episódios.

As atuações são maravilhosas, não apenas a de Amy Adams que carrega uma carga emocional e personagem muito forte – e que por curiosidade é uma das produtoras da série – mas a forma como Patricia Clarkson, como a mãe hipocondríaca e Eliza Scanlen, a irmã com duas personalidades diferentes. Ambas brilham durante suas cenas, nos deixa cada vez mais empolgados para saber ainda mais sobre suas personagens e qual o mistério que cada uma esconde em sua vida.

A ambientação da história deixa a gente paralisado a cada episódio, usando uma trilha sonora e ângulos de câmera fantásticos, que muitas vezes podem nos deixar até mesmo um pouco perturbados. É excelente a forma como cada abertura começa com uma música diferente, definindo o pé que o episódio da vez vai tomar. A câmera por não ser estática nos dá uma sensação mais próxima dos personagens, como se estivéssemos realmente ali dentro acompanhando cada um dos personagens de forma mais “intima”.

Não dando spoilers para estragar, mas o terceiro e sétimo episódio são um dos meus favoritos. Cada um deles toma um cuidado muito grande com a história de Camille e por cada coisa que ela passou – falando com muito cuidado sobre a questão do suicídio e como a sociedade coloca uma pressão muito grande nas pessoas na forma que elas devem ser ou agir – e que é algo que precisa ser conversado e não precisamos sentir vergonha de nosso passado.

Objetos Cortantes apresenta uma das melhores produções do ano na tv, onde vemos um grande elenco e história que nos deixam muito envolvidos, querendo fazer maratonas e criar teorias antes do último episódio sobre quem é o assassino de Wind Gap, e que com toda certeza vai surpreender a todos da mesma forma que me surpreendeu, mas de forma MUITO positiva e fantástica.