Resenha | Medo Viral

Atualmente quando pensamos em filmes de terror, muitos já colocam em sua cabeça algo com muito jumpscare, found footage – como Atividade Paranormal e A Bruxa de Blair – ou algo baseado em fatos – como os filmes de James Wan com os casos do casal Warren. Mas se tem algo que chama muita atenção em Medo Viral, é a crítica que ele acaba fazendo de certa forma em relação a tecnologia e seus perigos, lembrando bastante Amizade Desfeita e Ratter, onde a tecnologia coloca os personagens em perigo.

Medo Viral coloca um grupo de jovens nas mãos de uma entidade que começa a aterrorizar os jovens, que após a perda de sua amiga, acabam usando um aplicativo que deveria funcionar para reaproximar as pessoas – lembrando muito Ela (2013) – mas que então acaba sendo um grande “vírus”, que toma o controle de suas vidas, onde pode leva-los a morte.

Os cinco jovens funcionam como o famoso grupo clichê, onde sempre teremos aquele que sabe mais, o que morre primeiro e o resto apenas segue a sequência. A entidade mortal lembra muito o nosso querido Pennywise (It: A Coisa) ou até mesmo o caso das pessoas que se vestiam de palhaços colocando o terror nas pessoas em várias cidades dos EUA.

Mesmo com uma maquiagem bem bacana, o filme não consegue nos deixar muito tenso ou com medo daquela entidade – que no primeiro momento parece um palhaço e em outros apenas uma figura distorcida. Uma coisa que o filme acerta é que queremos saber mais sobre esse aplicativo e essa figura estranha atrás dos jovens, mas apenas este ponto é positivo.

Agora falando do elenco, acabam sendo muito amadores, mas que fazem aquilo que precisa ser feito: nos irritar por fazer burradas e não sentirmos nenhum tipo de afeto – já que acabamos não nos importando muito com eles, infelizmente. E algo que peca é não sabermos tanto como o aplicativo surge, e que seria muito interessante ser explorado.

A produção escrita pelos irmãos Vang, Medo Viral acaba pecando com seus clichês e elenco meia boca, tendo apenas dois acertos e esquecendo de cumprir um dos maiores papeis no cinema de horror: deixar o público preso na história, não conseguindo piscar em nenhum momento – o que acaba sendo uma pena e até desperdício com uma história que poderia ser super bacana.