Resenha | Orange Is the New Black – 6ª temporada

A Netflix é um dos maiores serviços de streaming que existe, sendo muito rico em seu conteúdo e diversidade, acompanhamos todos os tipos de histórias. Temos as línguas estrangeiras – do Espanhol ao Alemão -, assuntos como; política, sexualidade e diversidade social, e não podemos esquecer as adaptações, como foi o caso de Orange is the New Black, que fez o serviço de streaming decolar e que já está em sua 6ª temporada.

Em seu sexto ano teremos todo o processo das ocorrências causadas na temporada passada, após a rebelião em Litchfield. As detentas acabam sendo levadas para uma área de segurança máxima da prisão, onde passaram por uma grande pressão de interrogatórios, onde querem saber entender como toda a rebelião começou e quem matou o guarda Desi Piscatella (Brad William Henke).

A dinâmica desse ano acaba separando as detentas, onde acabam sendo colocadas em alas diferentes e separadas, dos mais perigosos aos neutros. Algumas como Red (Kate Mulgrew), Daya (Dascha Polanco), Piper (Taylor Schilling) e Nicky (Natasha Lyonne) acabam ficando em celas individuais, por conta das investigações, onde são interrogadas. Somos apresentados a várias versões diferentes do ocorrido, onde tudo pode ser verdade ou mentira, na visão de cada uma delas.

Muitas relações acabam sendo fortalecidas por conta da situação e outras podem ter um final não muito feliz. O que pode ser bom para os personagens que já são raiz na história, mas horrível na hora de introduzir as novatas, forçando um pouco a amizade e chegando a ser meio irritante.

Algo que acaba sendo um pequeno problema na série são personagens que simplesmente dão uma grande sumida, apagando aquilo que elas passaram na temporada passada – como é o caso de Suzanne (Uzo Aduba), que simplesmente fecham o arco de forma inesperada, sem explicações. E aqueles que poderiam ter ganhado um arco final sobre casos da temporada passada, acabam ficando para trás – e desperdiçando aquilo de melhor no personagem.

Mas algo que agrada muito no novo ano são as conversas entre as detentas, principalmente as que ocorrem com Taystee (Danielle Brooks), que apresenta mais uma vez uma bela atuação e questões raciais na série que são muito importantes, e que nessa vida as pessoas “brancas” estão realmente sempre sendo privilegiadas – algo que sabemos muito bem que é verdade e muitos as vezes não enxergam.

E não poderíamos deixa de falar sobre Piper, que a um bom tempo não é mais o foco principal dá série, o que é algo ótimo e incrível que a série faz, dando espaço para os outros nomes e que não torna a história da personagem cansativa de se acompanhar.

A 6ª temporada de OITNB já está ai e podemos dizer que no nível de seu primeiro ano, mesmo que com algumas coisas meio repetitivas, vemos que os produtores trouxeram aquela coisa que os fãs da séries gostam muito e que a torna melhor que seu quinto ano, que muitos não conseguiam terminar pelo cansaço. Mesmo que esse ano não tenha sido do Brasil, com toda certeza é o de Orange is the New Black.