Resenha | Operação Red Sparrow

Jennifer Lawrence foi uma das atrizes mais jovens a ganhar o Oscar por seus primeiros trabalhos, também sendo muito conhecida por blockbusters como Jogos Vorazes e X-Men: Primeira Classe. Desta vez a atriz decidiu sair de seu papel de Mãe natureza para algo mais sensual e provocativo com a ação Operação Red Sparrow.

Com uma história que poderia ser comparada ao de Viúva Negra da Marvel, muitos poderiam achar por um momento que é isso, mas não é nada disso. Na história acompanhamos Dominika Egorova (Lawrence) que é uma bailarina muito conhecida na Rússia, mas que após um acidente em meio a uma apresentação acaba tendo que deixar de dançar, não podendo mais pagar o tratamento médico de sua mãe. Então seu tio Egorov (Matthias Schoenaerts), que trabalha na “CIA” da Rússia decide investir em sua sobrinha para ela continuar com os fundos do Governo para sua mãe e também trabalhar com algo que ele acreditava que ela era muito boa.

A história é algo muito interessante contada pelo diretor Francis Lawrence, que adaptou o livro Roleta Russa, sabendo bem como desenvolver os personagens e o foco que cada um deve ter durante a sessão. Lawrence pode não fazer um ótimo sotaque russo e mantém sempre a mesma cara em todos os filmes sem sorrir, mas não podemos reclamar de sua atuação em momento nenhum. Joel Edgerton – o agente americano Nathaniel – pode irritar em alguns momentos do filme, mas esse é seu papel de certo modo, toda hora se intrometendo e para ser o esperado par romântico da protagonista, mas também mantém uma ótima atuação.

O único problema que o filme acaba apresentando são as cenas que acabam sendo muitas vezes desnecessárias, principalmente uma em especifico de estupro e até mesmo de nudez. E não podemos esquecer das 2h 20min que acaba sendo muito cansativas, podendo diminuir o filme em pelo menos 30 minutos ou usando para dar espaço para coisas que fossem mais importantes.

Operação Red Sparrow não é só um filme de ação e espionagem, mas mostra uma boa história que nos deixa entretido do começo ao fim, mas que em algum momento pode cansar pelo seu longo período em tela.