Resenha – Mad Max: Estrada da Fúria

Depois de 30 anos, Mad Max volta aos cinemas e o retorno não podia ter sido melhor. Recheado de ação, do início ao fim, Mad Max: Estrada da Fúria acrescenta mais camadas ao mundo pós-apocalíptico no qual vive nosso protagonista, um lugar devastado pelas guerras e com escassez dos recursos mais básicas, como combustível, água e alimento.

O filme não pode ser categorizado como continuação direta, remake ou reboot. Fica como uma história a mais, sendo muito difícil situá-la numa linha temporal com as demais – bem parecido com os filmes de James Bond ao longo dos anos. Aliás, ao termos o excelente Tom Hardy assumindo o papel que outrora foi de Mel Gibson, Max passa a categoria de personagem atemporal, que não envelhece, abrindo margens para um número infinito de histórias.

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No longa, Max é capturado por um grupo conhecido como Garotos de Guerra e levado à Citadela, um local comandado por Immortan Joe, um tirano que lidera com braço de ferro e utilizando-se de ações populistas para manter-se no poder e idolatrado. Nesse ambiente, os Garotos de Guerra são praticamente devotos de Joe, dispostos a sacrificar suas vidas e cultuando-o como a um Deus, seu lema resume bem isso: “Eu vivo, eu morro, e vivo de novo”.

Logo somos apresentados a Imperatriz Furiosa, em mais uma interpretação marcante de Chalize Theron, uma das mais renomadas entre os comandados por Joe e contraparte perfeita para o personagem que dá título ao filme. Entretanto, a mesma elabora um plano para trair seu comandante e levar seu harém de esposas (sim, ele tem um harém com as mais belas e férteis mulheres, que vivem somente para satisfazê-lo e tentar gerar filhos perfeitos) em fuga.

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Furiosa entra em rota de colisão com Joe, e Max é colocado em meio a esse conflito. Neste ponto, Max servia apenas como “bolsa de sangue” – ele literalmente estava preso e tendo seu sangue retirado – para Nux, um dos “Garotos de Guerra” com ambição de morrer em batalha.

A película, conta com algumas das melhores cenas de perseguição automobilísticas da história do cinema! Com um grande dose de ação visceral, o público é constantemente alimentado com a sensação de urgência, pois muito está em jogo e tudo pode ser perdido a qualquer instante.

Não obstante, com uma fotografia que foge ao lugar comum, Estrada da Fúria nos insere no deserto australiano – palco do cenário pós-apocalíptico de Mad Max – e promove imagens que são ao mesmo tempo aterradoras e belíssimas, ressaltando a dicotomia deste universo, indo além do lugar comum nos filmes de ação ao acrescentar um teor artístico pouco comum ao gênero.

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E, o que falar de Tom Hardy? O ator encarnou perfeitamente o personagem, em certos momentos nos sentimos como se fosse o próprio Mel Gibson, vários anos mais novo, em tela. Porém, ele ainda conseguiu dar um toque pessoal, transformando a figura de Max em alguém que demonstra ser ainda mais perigoso, prestes a perder a cabeça a qualquer momento.

Enfim, se você é fã de filmes de ação e/ou do personagem ficará de queixa caído com o resultado desta nova obra do diretor e roteirista George Miller, também criador do personagem. Este, certamente é um dos melhores filmes do gênero dos últimos tempos e capaz de levá-lo a um novo patamar.

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Nota: nota-10(10/10)

 

Ficha Técnica
Mad Max: Fury Road
Duração: 120 minutos
Gênero: Ação
Direção: George Miller
Roteiro: George Miller, Brendan McCarthy e Nick Lathouris
Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hout, Hugh Keays-Byrne, Zoe Kravitz, Abbey Lee, Riley Keough, Courtney Eaton e Rosie Huntington-Whiteley